domingo, 3 de agosto de 2008

Domingo no parque.

Batata da Aline Dias: "Sabe aquela música, domingo no parque? Quero-a em narrativa."
gilberto gil - domingo no parque

Leiam a letra da música clicando aqui.
E a história é...


... Domingo no parque.

Esta é uma história trágica sobre dois amigos: João e José. Se você não suporta sangue, finais infelizes e mocinhas que se ferram, não termine de ler.

João e José eram melhores amigos, apesar de serem completamente diferentes em todos os aspectos. João era pedreiro, másculo, o típico garanhão. Pegava todas, e não se prendia a mulher alguma. Tinha fama de briguento e estava sempre com um corte na testa por conta disso (ok, não necessariamente na testa). José era feirante, franzino e magrelo, e namorava sério. Não matava nem mosca. Se dava bem com todo mundo, sempre sorridente e brincalhão.

Os dois acreditavam que as diferenças é que faziam se darem tão bem. Amizade de infância, sabem como é. Mas eles tinham algo em comum: o amor por Juliana (mas José não sabia desse detalhe, vejam só). Moça bonita, essa Juliana. Professora de prézinho, sempre com aqueles vestidos longos e rodados, mas que marcavam muito bem o bumbum. Boca carnuda, sempre pintada de um rosa leve. Deixava os homens loucos. Era namorada de José há três anos, mas não agüentava mais aquela vida. Queria que José subisse na vida, mas ele insistia que trabalhar na feira era suficiente. Juliana era a mulher: José era capaz de matar por ela. E João, casar.

Em um certo domingo, João mudou seus planos. Normalmente, ele ia para a Ribeira jogar capoeira, ou arrumar confusão. Mas naquele domingo ele resolveu ir atrás de mulher, para dar uma variada. No meio do caminho, recebeu uma ligação de Juliana, que estava muito nervosa. Foi encontrar-se com ela. As mulheres podem esperar, pensou João. Não muito longe dali, José fechava e guardava sua barraquinha. Tinha planos para aquela noite: pedir Juliana em casamento. No caminho de casa, resolveu dar uma volta no parque perto da boca do Rio. Acho que vou trazer Juliana aqui hoje, pensou ansioso.

José andava pelo parque, sorrindo como sempre. Já tinha a cena do pedido de casamento na sua cabeça: ele e Juliana sentados na roda gigante, bem lá no alto. Foi então que, olhando para o brinquedo imaginando a noite perfeita, ele viu. Viu algo que desfez seu sorriso de um jeito que nunca havia acontecido antes. Juliana, o sonho de sua vida, ao lado de João, seu melhor amigo. Ela segurava uma rosa e um sorvete na mão, e os dois riam bobamente, como se fossem namorados. José rapidamente sentiu como se aquele sorvete congelasse seu coração, e os espinhos da rosa lhe ferissem. Ele sangrava por dentro, mas não sabia mais se era de tristeza ou ódio.

A mente de José girava. Desgraçados!, era tudo que conseguia pensar. Aproximou-se da entrada da roda gigante, e esperou que Juliana e João saíssem. Pegou sua faca que sempre ficava no bolso, e aguardou. Quando os dois apareceram, olharam para José surpresos. Mas não houve tempo para desculpas ou explicações. José investiu contra eles. Primeiro, uma facada no pescoço de Juliana, que caiu morta na mesma hora. Depois, uma facada no coração de João. E enquanto enfiava a faca cada vez mais fundo, viu João balbuciar: Seu celular... mensagem...

Os dois estavam mortos, caídos um ao lado do outro. O vermelho do sangue de Juliana misturava-se com o sorvete de morango derretido e a rosa despetalada. José tremia olhando os dois, enquanto uma multidão cercava o local e se ouvia a sirene da polícia cada vez mais perto. Ele pegou o celular e viu escrito 1 mensagem nova. Hesitou, mas leu. Seus olhos se encheram de lágrimas e ele caiu de joelhos no meio do sangue dos dois. Gritou um não alto e cheio de dor, e a polícia chegou.

Zé, tô indo falar c/ a Jú. Ela ligou nervosa, dizendo q queria terminar c/ vc. Vô vê se consigo acalmar ela e dar uns conselhos. Abç, irmão.

No dia seguinte, não teria José na feira, brincando com todo mundo. Nem João na construção, arrumando confusão por pouca coisa. Haveria uma turma de pré sem aula e em luto.


Por Darshany L.


Passo uma batata pelando com o seguinte tema: incesto entre duas lésbicas que não sabem que são irmãs. Quero tragédia, meu bem.

14 comentários:

Aline Dias disse...

caramba.

ficou bom.

Aline Dias disse...

e confesse!
vb escreveu essa batata pra mim!

Vinicius Langa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
darsh. disse...

na verdade achei a cara da flora

Diego Martins disse...

Uau. Forte!

Mandou bem heim? =)
Gosto de finais assim..rsrs

bejO!

Talita disse...

Nossa.É triste pelo fato de o José não querer ouvir a versão deles.

Mas está ótimo :)

Lari Bernardi disse...

Uau...

demais... intensa... cheia de ira...

Tá vendo, tem que extravasar, quardar ira dentro de si, sempre dá merda....

;*

Flora disse...

uhauhauhauhauhauhauhauhau
Adorei.

Mayara disse...

:O
darsh, vc é terrível.
:)

Rafael Abreu: disse...

Que mente sádica.

Flá. disse...

ahh irado :DD
essa música é igual uma roda gigante mesmo e a história daria um livro e não uma crônica só.

bjo pessoas ;*

darsh. disse...

eu só segui a letra!

bia de barros disse...

eu dispensava a introdução. pq, por Deus, bastava dizer que era baseado na música... ¬¬

Além disso, o seu texto leve envolve dsd a primeira frase até o fim: é assim q eu gosto, assim q é bom.

adorei!
bjão x)

Camila Colossi disse...

nossa q ficoou boom isso auhaauh
gosteei cadaa palavraa kkkkkkkkkkkk

http://imensidadx3.blogspot.com